
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ampliando a crise institucional que envolve integrantes da Corte e a atuação da instituição.
Além de Rodrigues, foi afastado também o delegado Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. Segundo a decisão, as medidas têm caráter preventivo e visam garantir que não haja interferência nas investigações em curso, bem assegurar que ministros do STF, servidores da PF e o advogado-geral da União, Jorge Messias, possam exercer suas funções sem qualquer tipo de constrangimento considerado ilegal.
A decisão ocorre em meio a uma disputa entre o ministro André Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Conforme os autos, Moraes teria utilizado relatórios de inteligência considerados apócrifos para fazer acusações contra Mendonça ligadas às investigações envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ambos os casos tratam de suspeitas de esquemas financeiros de grande porte e atingem diferentes setores políticos.
Na mesma decisão, Mendonça determinou ainda a suspensão da produção, elaboração e circulação de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício de funções constitucionais do Poder Judiciário, da Advocacia-Geral da União e da polícia judiciária — inclusive dentro da própria Polícia Federal.
O ministro destacou que a suspensão é medida cautelar e que os possíveis prejuízos caso os cargos fossem usados para dificultar investigações ou interferir em apurações seriam maiores que o impacto da própria medida. O caso coloca a Polícia Federal no centro de mais um episódio de tensão institucional no STF, em investigações de grande repercussão nacional.
Mín. 22° Máx. 39°




